domingo, 28 de agosto de 2011


Sob dor extenuante,

 Ligue o som


Escute a melodia, pense com a letra, faça uma prece,


e tenha a certeza de que “mãos invisíveis vão te ajudar “.

Se você já pensou em suicídio ou conhece alguém que já pensou.
Se percebeu que o assunto não circula na web ou na mídia como deveria
ajude a divulgar



 10 de setembro de 2011

O amanhã será melhor.

Suicídio é porta errada.

  Percebendo que a morte do corpo não mata a vida, todo suicida se arrepende do “ato estúpido”, que conduz a sofrimento no mundo dos Espíritos.

 Ligue o som, clique outra vez.
 
Escute a melodia, pense com a letra, uma prece, e tenha a certeza de que “
mãos invisíveis vão te ajudar“.

Frestas
      
Abra uma fresta,
rompa o escuro
busque uma fenda,
vá respirar...
solte as amarras
Saia do abismo,
cave um túnel,
Queira o ar...
Só não vá desistir de viver, amar, seguir (2x)
Se no silêncio do seu quarto a solidão te faz,
pensar que já não há razão para viver
Agora não há mais saída...
Eu quero ser aquela ponta de esperança
cantando na escuridão e te pedindo
 
pra tentar mais uma vez
Volte ao caminho, lá do início
Pague o preço, de recomeçar
Busque saídas
crie motivos,
mãos invisíveis vão te ajudar
Só não vá desistir, de viver, amar, seguir (2x)

Música: Marielza Tiscate

domingo, 17 de abril de 2011

Perda na visão espírita (ii)

A perda na visão espírita não pode prescindir de outras visões, científicas, filosóficas, quaisquer que sejam, seja para complementá-la, seja para dar sustentação a um bom debate. Ou, como é nosso propósito, dar suporte ao nosso trabalho de esclarecer e consolar (dentro das limitações possíveis!)

Estou, pois, estudando o fenômeno da perda e em busca de base para tal estudo digitei no Google "estudos sobre a perda". Encontrei trechos da obra de Maria Júlia Kovács, especialista brasileira neste tema.

Vejamos o que li:
" As perdas e a sua elaboração fazem parte do cotidiano, já que são vividas em todos os momentos do desenolvimento humano. São as perdas por morte, as separações amorosas, bem como, as perdas cosideradas como "pequenas mortes", como, por exemplo, as fases do desenvolvimento, da infância para a adolescência, vida adulta e velhice. São também vividas como "pequenas mortes" mudanças de casa, de emprego. O matrimônio e o nascimento do filho também são "mortes simbólicas", onde uma pessoa perde algo "conhecido", como o papel de solteiro e o de filho, e vive o "desconhecido" de ser cônjuge ou pai. Estas situações podem despertar angústia, medo, solidão e, neste ponto, trazem alguma analogia com a morte. Carregam em si elementos de sofrimento, dor, tristeza e uma certa desestruturação egóica. Um tempo de elaboração se faz necessário". (Maria Júlia Kovács. Capítulo 9: "Morte, Separação, Perdas e o Processo de Luto". In: Morte e Desenvolvimento Humano. 2 ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1992, pp. 163-164).
A noção de perda é bem mais ampla do que o nosso senso comum permite perceber. Gostei, especialmente, do termo "pequenas mortes" e "morte simbólica". Eles ajudam a pensar e a buscar meios de expressar para os leitores comuns o que seja este doloroso processo / fenômeno / acontecimento...

Aproveito para mostrar  um cartaz encontrado, mesmo que o evento já tenha ocorrido...

Perda na visão espírita (i)

Partilharei com os nossos poucos leitores (ainda) algumas reflexões a respeito da perda na visão espírita.

A propósito, o filme As Mães do Chico Xavier, em cartaz no país inteiro, trata deste tema.

Os ditos & escritos alheios nos ajuda a refletir.

O primeiro deles, para inicialmente lidarmos com uma perda das mais difíceis:

“Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte”. Sigmund Freud

Temos aqui já dois termos/vocábulos importantes para destrincharmos: vida e morte.

A concepção espírita sobre vida e morte é das mais serenas, tranquilizadoras, consoladoras que se possa imaginar...

O problema é que raros conseguem introjetar, vivenciar, respirar estes conceitos: 

Somos espíritos imortais, portanto, a alternância entre a existência no plano físico e no plano espiritual não nos deveria causar tantos traumas - tanto na ida (morte - desencarnação), quanto no retorno (nascimento - encarnação).

Curiosamente tanto na ida quanto na volta nestas nossas viagens interexistenciais há o sentimento da perda... e com ela a saudade, o desejo de reaver os entes queridos deixados para trás e outros sentimentos que se experimenta.

Se "mesmo a morte é viagem", como diz a poetisa Roseana Murray, e a vida um breve instante de vivência em uma das estações, não haveria razão para se temer o trem da baldeação entre os dois planos de vida, depois de encerrada uma etapa de existência...

Se há tantas idas e vindas e aqueles a quem amamos também seguem o mesmo roteiro, motivo nenhum deveria existir quando o trem de cada um deles chegasse antes do nosso. Portanto, mesmo entre os espíritas, não são poucos os danos causados pela vivência do sentimento da perda.

Daí a necessidade de nos acautelarmos e estudarmos os temas que envolvem a perda. O luto é outro tema conexo importante, que também abordaremos.

Por ora é só. Retomaremos, sem nenhum plano estabelecido, outras conversas sobre o assunto.

Até! 

quarta-feira, 30 de março de 2011

Uma simples frase pode conduzir a profundas reflexões

Somente  depois  de  longas  e  porfiadas  experiências,  aprendemos  a  beneficiar  sem estabelecer algemas e a servir sem a vaidade de nos sentirmos em plano superior...
Do mentor Benigno, no conto O amigo Chaves, de Humberto de Campos, em Pontos e Contos, na psicografia de Chico Xavier.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Melindre

Os Espíritos amigos, por meio do Chico Xavier, ampliaram em muito o que podemos denominar de campo de possibilidades de auto-conhecimento e reflexão em torno das nossas atitudes e sentimentos.

Lendo um trecho de Caminho, Verdade e Vida, de Emmanuel, nos deparamos com o trecho abaixo:
Os melindres pessoais, as falsas necessidades, os preconceitos
cristalizados, operam muita vez a cegueira do espírito. Procedem daí imensos
desastres para todos os que guardam a intenção de bem fazer, dando ouvidos,
porém, ao personalismo inferior.
O melindre, em particular, é tema recorrente nos escritos de Emmanuel.

Os dicionários nos diz algo sobre o melindre:
Houaiss - disposição para se ressentir de coisa insignificante; suscetibilidade;
Aurélio - facilidade de magoar-se, de ofender-se; suscetibilidade.
Estar, portanto, melindrado não é certamente um bom estado de espírito... Este "baixo limiar à contrariedade" sempre esconde orgulho ferido, vaidade tola e outras esquisitices que guardamos cá dentro do peito.

Se nos sentirmos às voltas com o melindre, em qualquer situação, respiremos fundo, oremos e sacudamos a poeira de velhas disposições interiores que nos prendem à inferioridade, àquelas experiências do passado milenar do velho homem que deveremos superar.

Aprender, neste sentido, engolir sapo, relevar o erro alheio, exercitar o perdão é sempre o melhor remédio. Há muito o que realizarmos. Não percamos tempo com melindres, pois.

sábado, 3 de julho de 2010

Se acreditando já é difícil seguir adiante...

NÃO CRER

“Mas quem não crer será condenado.” — Jesus. (MARCOS, capítulo 16, versículo 16.)

Os que não crêem são os que ficam. Para eles, todas as expressões da vida se reduzem a sensações finitas, destinadas à escura voragem da morte.

...os que não crêem, limitam os próprios horizontes e nada enxergam senão com os olhos destinados ao sepulcro, adormecidos quanto à reflexão e ao discernimento.

...quantos não crêem, na grandeza do próprio destino, sentenciam a si mesmos às mais baixas esferas da vida. Pelo hábito de apenas admitirem o visível, permanecerão beijando o pó, em razão da voluntária incapacidade de acesso aos planos superiores, enquanto os outros caminham para a certeza da vida imortal.

A crença é lâmpada amiga, cujo clarão é mantido pelo infinito sol da fé. O vento da negação e da dúvida jamais consegue apagá-la.

A descrença, contudo, só conhece a vida pelas sombras que os seus movimentos projetam e nada entende além da noite e do pântano a que se condena por deliberação própria.

Trechos do ensaio de Emmanuel, em Caminho, verdade e vida, psicografia do Chico Xavier.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Deus espera e confia em nós. E nós uns com os outros?

A mensagem, abaixo, de Emmanuel, em Caminho, Verdade e Vida, na psicografia do Chico Xavier tem muito o que nos ensinar quanto ao saber esperar quando nos deparamos com expressões transitórias do mal (que emana de nós ou do próximo).

Ei-la, na íntegra:

ESPEREMOS
“Não esmagará a cana quebrada e não apagará o morrão que fumega, até que faça triunfar o juízo.” — (MATEUS, capítulo 12, versículo 20.)

Evita as sentenças definitivas, em face dos quadros formados pelo mal.

Da lama do pântano, o Supremo Senhor aproveita a fertilidade.

Da pedra áspera, vale-se da solidez.

Da areia seca, retira utilidades valiosas. Da substância amarga, extrai remédio salutar. O criminoso de hoje pode ser prestimoso companheiro amanhã.

O malfeitor, em certas circunstâncias, apresenta qualidades nobres, até então ignoradas, de que a vida se aproveita para gravar poemas de amor e luz.

Deus não é autor de esmagamento.

É Pai de misericórdia.

Não destrói a cana quebrada, nem apaga o morrão que fumega.

Suas mãos reparam estragos, seu hálito divino recompõe e renova sempre.

Não desprezes, pois, as luzes vacilantes e as virtudes imprecisas. Não abandones a terra pantanosa, nem desampares o arvoredo sufocado pela erva daninha.

Trabalha pelo bem e ajuda incessantemente.

Se Deus, Senhor Absoluto da Eternidade, espera com paciência, por que motivo, nós outros, servos imperfeitos do trabalho relativo, não poderemos esperar?